Bom seria, se o conselho fosse um comprimido.
Ahhh, que bom seria, se o meu organismo absorvesse o conhecimento que o conselho me proporciona e se distribuisse pelo meu cérebro, por mitose. Rs!
O conselho também poderia ser um bicho.
Um cachorrinho...olha só que legal!
Podia ele, olhando nos meus olhos, suavemente me transmitir por telepatia tudo que eu preciso ouvir com vontade de escutar.
Que bom seria...
Que bom seria, se o conselho fosse uma vontade se transformando em razão...
Que bom seria se o conselho fosse chuva, fosse Sol... mas que não fosse tempo não. Não, isso não!
Sou contra o tempo.
Diria até que sou contratempo...Pelo menos de mim mesmo.
...
Bom seria, se o conselho não tivesse que ser ouvido.
Ouvir enche o saco!
Seria muito bom se o conselho não precisasse ser algo ofertado...
Ofertado por quem na maioria das vezes, deveria ter a humildade de não se considerar apto para dá-lo.
O conselho é bom.
É altruista, despojado de malícia e de dúvidas.
Quem consegue dar um conselho é altruista, mesmo que só por alguns instantes rs!...Mas quem disse que esse "quem" é despojado de malícia? Quem disse que esse "quem" não tem dúvidas? Mesmo que pareça no momento muito seguro do que diz, quem me garante? Eu gosto de garantia. "Quem" não me garante.
E eu gosto de estar segura.
O conselho está sempre certo e apesar do egocentrismo, ele não é esgoista. Já quem o dá...?
Se por você for permitido, o conselho ficará sempre na sua mente, voltará sempre que você precisar. Já quem o dá...?
Por isso não gosto de ser aconselhada.
...Não gosto de ouvir de quem o dá.
Pra mim oque há mesmo - e não adianta eu querer me poupar desta verdade - é a falta de humildade quando um conselho se dispersa no ar.
Humildade de quem o ouve, humildade de quem o dá.
Conselho só é vento que move a poeira de cima de um corpo caido, mas não o faz levantar.