Preguiça de escrever, mas escrever hoje é necessário.
Necessário para eu fixar o que escutei e digerir.
A sessão de terapia da segunda-feira passada foi bem produtiva.
Primeiramente porque já levei o problema na boca e mastigado, só faltava engolir.
O medo.
O medo que sinto é algo que me acorrenta, assim como acorrenta a todo mundo que sente medo porque é isso que ele faz, te deixa inerte perante a vida e é isso que eu venho fazendo em relação a muitas coisas, mas principalmente em relação a afetividades, meu maior ponto fraco.
A flecha do arco da morte.
Eu tenho medo de ficar sozinha, medo de perder o que eu acho que tenho. Isso é pior do que ter medo de ficar sozinha.
Se eu não tenho, como posso perder? É, mas essa e uma armadilha que eu mesma criei. O inferno que eu mesma criei e preciso destruir.
Eu preciso me desapegar dessas pessoas que não são minhas. Eu preciso parar de me forçar pra dentro da vida delas, porquê elas não estão dentro da minha vida por opção delas.
Eu preciso fazer o mesmo. Nada disso de cutucar pra me mostrar presente. Não se faz isso.
É tudo ilusão, auto-sabotagem como sempre. Eu não preciso disso, assim como elas não precisam de mim e pronto.
É horrível admitir isso, mas esse é o princípio.
Além de eu ter que admitir eu preciso colocar em prática essa conclusão.
E a pergunta para chegar a essa conclusão partiu de uma extremidade que eu nem pensava em colocar em pauta.
A impotência.
Sou impotente sim e todo mundo é. Acreditar no contrário é mais ilusão e mais auto-sabotagem.
E mais, é excesso de ego.
Me surpreendi ao saber que meu ego é grande.
Mas bom saber que ele existe pelo menos nesse aspecto. Porém, é hora de moderá-lo.
Medo é o efeito colateral de ser impotente.
E sim, sou impotente e por isso tenho medo.
Mas esse aqui, não é um momento de auto-punição e sim de reflexão então vamos lá para a moral:
Tenho que parar com o complexo de super herói em mim.